Max HollowayA trajetória de [nome do jogador] no UFC quase começou com um desvio para a liga. Justin gaethje Mais tarde, o local se transformaria em seu pátio de demolição particular.
Esse pequeno detalhe da história do contrato dá ao nocaute do UFC 300 uma estranha segunda vida. Holloway e Gaethje se enfrentaram em 2024 com o cinturão BMF em jogo e cinco rounds de reputação para cada lado, e Holloway encerrou o combate com um nocaute no último segundo que instantaneamente se tornou um dos momentos mais marcantes do esporte. Mas o confronto não foi apenas uma superluta moderna do UFC. Foi também um duelo que, sob uma interpretação diferente dos contratos, poderia ter pertencido ao World Series of Fighting anos antes.
Holloway agora detalhou o quão perto esteve de iniciar esse capítulo longe do octógono. Antes de sua estreia no UFC contra Dustin Poirier em 2012, quando tinha apenas cinco lutas profissionais em sua carreira, o havaiano havia assinado com o WSOF, organização que mais tarde mudou de nome para PFL. Ele estava cotado para um torneio de peso-leve, mas repetidos atrasos e complicações com patrocínios impediram que a oportunidade se concretizasse.

A reviravolta no contrato de Max Holloway com a PFL o coloca em contato com Justin Gaethje antes do UFC 300.
Segundo o próprio Holloway, a grande virada aconteceu quando o UFC demonstrou interesse enquanto ele ainda estava vinculado ao contrato. Ele não descreveu a transição de uma empresa para outra como tranquila. Sua versão foi mais direta: primeiro, livrar-se do contrato; depois, conversar sobre o próximo passo. Isso é importante porque Holloway ainda não era o ex-campeão peso-pena, detentor do cinturão BMF ou figura constante nos pay-per-views que os fãs conhecem hoje. Ele era um jovem promissor com talento inegável e pouca margem de negociação.
Ray Sefo, então presidente do WSOF, tornou-se o ponto crucial. Holloway disse que Sefo gostava dele o suficiente para permitir a liberação, abrindo caminho para a luta contra Poirier e a longa trajetória no UFC que se seguiu. É uma daquelas decisões administrativas que parecem insignificantes no momento, mas enormes em retrospectiva. Sem ela, o início da carreira de Holloway no peso-leve poderia ter se cruzado com a chegada de Gaethje, que logo faria do WSOF o palco de sua ascensão violenta e invicta.
Como o World Series of Fighting quase mudou a cronologia de Holloway-Gaethje
Gaethje entrou no WSOF em 2013 após construir um cartel de 7-0 em outra organização, enquanto Holloway já estava no UFC. Gaethje permaneceu na organização até 2017, saindo como uma grande força na categoria peso-leve, e chegou ao UFC com um cartel de 17-0 após dez lutas no WSOF. Apenas uma dessas lutas foi para a decisão dos juízes, e seu reinado incluiu batalhas épicas contra Luis Palomino, que fizeram seu apelido parecer menos uma estratégia de marketing e mais um alerta médico.
- Holloway assinou contrato com o WSOF antes de iniciar sua carreira no UFC.
- O torneio de peso-leve que ele havia planejado foi sendo adiado diversas vezes.
- Sefo liberou Holloway, permitindo a transferência para o UFC.
- Gaethje fez 10 lutas no WSOF antes de se juntar ao UFC.

O nocaute do UFC 300 ganha uma nova dimensão após a revelação de Holloway sobre o WSOF.
A ironia é que a luta provavelmente ganhou mais importância justamente por ter esperado. Uma versão do WSOF em 2013 ou 2014 teria sido fascinante para os fãs mais fervorosos, mas não teria o peso simbólico do UFC 300, do cinturão BMF e de duas lendas consagradas trocando golpes no octógono nos segundos finais. O nocaute de Holloway sobre Gaethje não foi apenas uma finalização; foi uma declaração de princípios na carreira de um ex-campeão dos penas que assumiu um risco enorme nos leves e foi recompensado com um momento que transcendeu o público semanal do MMA.
Para Gaethje, a linha do tempo alternativa também diz muito. O WSOF lhe proporcionou rounds, títulos, caos e o recorde invicto que fez com que sua entrada no UFC parecesse urgente, e não especulativa. Para Holloway, escapar daquele contrato o colocou no tanque de tubarões dos pesos-pena logo no início, levando à estreia contra Poirier, à longa escalada e, eventualmente, ao status de campeão. O impacto na divisão é óbvio: se Holloway tivesse sido colocado na categoria dos leves do WSOF, a era dos pesos-pena do UFC em torno de José Aldo, Conor McGregor, Alexander Volkanovski e do próprio Holloway poderia ter sido significativamente diferente.
| Ponto na linha do tempo | O que mudou |
|---|---|
| Holloway assina com a WSOF | Uma trajetória na categoria peso-leve fora do UFC torna-se possível. |
| Os atrasos no torneio se acumulam. | Sua estreia é interrompida antes que a organização possa utilizá-lo. |
| O interesse do UFC aumenta. | Holloway precisa ser liberado antes que qualquer transferência possa acontecer. |
| Ray Sefo concede liberdade condicional | A estreia de Poirier no UFC estará disponível em 2012. |
| Gaethje ingressou na WSOF em | Um futuro adversário de Holloway se torna a estrela de ação da promoção. |
| O UFC 300 acontecerá em 2024. | O encontro final acontece com o título BMF em jogo. |
Essa é a beleza e a crueldade do timing no MMA. Uma assinatura de contrato, um torneio adiado, um executivo disposto a deixar um jovem lutador sair, e o esporte ganha um legado completamente diferente. Holloway e Gaethje finalmente se enfrentaram no UFC 300 em 2024, onde Holloway nocauteou Gaethje no último segundo.
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