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A contratação de Loren Mack pela BKB prioriza o crescimento.

Loren Mack UFC

A mais recente contratação da BKB aponta menos para uma reformulação cosmética da marca do que para um teste comercial de boxe sem luvas.

Loren Mack chega como diretor de marketing e vice-presidente executivo de estratégia da organização, trazendo consigo um currículo que abrange três estruturas muito diferentes no mundo dos esportes de combate: o UFC, o ONE Championship e a Professional Fighters League. Para a BKB, o valor não reside apenas na experiência de Mack em grandes organizações de MMA. Ele está em sua vivência em lidar com ligas e organizações que buscam vender esportes violentos para emissoras, anunciantes, investidores e públicos além de seu público-alvo original.

Essa é a questão central do boxe sem luvas atualmente. O BKB já tem o apelo fácil: rounds curtos, mãos expostas, danos visíveis e um formato que dispensa explicações após o soar do gongo. O desafio maior é fazer com que esse produto pareça confiável o suficiente para distribuidores e patrocinadores, sem perder a essência crua que atrai o público.

A contratação de Loren Mack pela BKB prioriza o crescimento do UFC.

A contratação de Loren Mack sinaliza a expansão da BKB para além da mera curiosidade em noites de luta.

A nova função de Mack abrangerá as áreas da empresa que determinam se uma promoção se tornará um sucesso recorrente ou permanecerá apenas uma novidade passageira. A BKB afirma que seu papel inclui moldar a imagem da empresa, expandir sua base de fãs por meio de programação e conteúdo digital, apoiar lançamentos na televisão e em serviços de streaming, impulsionar o interesse por ingressos e trabalhar em campanhas de patrocínio. Ele também fará parte do grupo responsável por decisões mais amplas da empresa.

A tarefa surge num momento específico para a empresa. A BKB se descreve como a maior e mais assistida organização de boxe sem luvas, e afirma que seus eventos são regulamentados e televisionados internacionalmente. Essas afirmações criam um desafio diferente de simplesmente agendar lutas sangrentas. Uma promotora nessa posição precisa explicar suas regras, seu protocolo de segurança, seus atletas e sua justificativa comercial para pessoas que podem gostar de esportes de combate, mas ainda consideram o boxe sem luvas um esporte mais difícil de vender.

O que Mack traz dos maiores modelos de negócios do MMA

Na PFL, Mack atuou como vice-presidente sênior de comunicação corporativa enquanto a liga buscava público e parceiros fora dos Estados Unidos. Essa função o colocou em contato direto com a comunicação com investidores, acordos comerciais, negociações de direitos de mídia e posicionamento da marca. Passagens anteriores pelo ONE Championship e pelo UFC lhe proporcionaram experiência em organizações construídas com estratégias muito diferentes: a expansão do ONE pela Ásia e outros continentes, e a transformação do UFC na marca dominante do MMA durante um importante período de crescimento.

  • A BKB está contratando Loren Mack como diretor de marketing e vice-presidente executivo de estratégia.
  • Seu portfólio inclui posicionamento de empresa, desenvolvimento de público, conteúdo, marketing de distribuição, demanda por ingressos e programas de patrocínio.
  • Entre os empregadores anteriores de Mack estão a PFL, o ONE Championship e o UFC.
  • Mike Vazquez e Dhafir “Dada 5000” Harris lançaram a BKB em 2015.

A contratação de Loren Mack pela BKB prioriza o crescimento do UFC.

BKB precisa vender estrutura, não apenas danos.

O diretor executivo David Tetreault apresentou a mudança como parte da construção de uma equipe executiva adequada para uma plataforma maior. Ele citou a experiência de Mack em negócios esportivos, marketing, atuação comercial e relacionamentos em todo o setor. Mack respondeu com o otimismo esperado, chamando a BKB de "a maior oportunidade nos esportes de combate atualmente".

A citação é polida, mas o problema comercial é real. O boxe sem luvas pode gerar momentos virais sem muita ajuda. O crescimento sustentável exige uma narrativa mais clara sobre os atletas, promoção consistente de eventos, apresentação reconhecível em diferentes mercados e parcerias que não tratem o produto como um espetáculo isolado. O BKB está tentando ocupar espaço em um mercado de esportes de combate saturado, que já inclui o UFC, PFL, ONE Championship, boxe tradicional e outras organizações rivais de boxe sem luvas.

Frente comercial O que a BKB precisa da Mack?
Identidade da empresa Uma imagem pública mais incisiva para um produto de boxe sem luvas regulamentado, que ainda depende de seu estilo implacável.
Fãs e conteúdo Mais motivos para os espectadores acompanharem atletas e eventos entre os nocautes e cortes mais reprisados.
Distribuição Apoio de marketing para parceiros de televisão e streaming que precisam vender o produto para seu próprio público.
Eventos Maior procura local quando a BKB leva espetáculos para mercados novos ou em desenvolvimento.
Parceiros comerciais Trabalho de patrocínio que se encaixa na essência do esporte sem deixar a marca com uma aparência caótica demais para os compradores convencionais.
Planejamento da empresa Contribuição de um executivo que acompanhou diversas organizações de esportes de combate em busca de expansão em diferentes regiões.

A BKB começou em 2015 com Vazquez e Harris, o ex-lutador profissional conhecido como "Dada 5000", à frente do lançamento. Desde então, a empresa cresceu e se tornou uma promotora de boxe sem luvas regulamentada, com visibilidade internacional. A chegada de Mack mostra que a BKB quer que a operação comercial em torno do ringue acompanhe a atenção que as lutas já geram.

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