Vicente Luque chega ao UFC 330 com uma perspectiva renovada sobre sua carreira e uma nova categoria de peso à sua frente. O veterano brasileiro fará sua segunda aparição no peso médio contra Tresean Gore na Xfinity Mobile Arena, na Filadélfia, após decidir que sua trajetória anterior no peso meio-médio não oferecia mais uma direção clara. Luque ainda nutria a esperança de retornar ao Top 5, mas afirmou que esse objetivo se tornou difícil de perseguir sem um plano ou caminho definido. Sua mudança para o peso médio lhe proporcionou novos confrontos, um renovado prazer nos treinos e uma noção mais clara do que deseja para os anos restantes de sua carreira no UFC.
Luque afirmou que a reta final de sua trajetória na categoria meio-médio foi marcada por um esforço para continuar lutando enquanto buscava uma resposta que ainda não existia. Ele descreveu essa mentalidade como uma tentativa de sobreviver em vez de abordar as lutas da maneira que gostaria. Após sua luta com Joel Alvarez, Luque disse que abandonou a expectativa de precisar encontrar um caminho de volta à sua antiga posição no Top 5 e começou a considerar a categoria peso-médio.
Na visão dele, essa decisão abriu novas portas. A mudança não se resumiu a competir em um limite diferente. Luque afirmou que o treinamento é fundamental para a forma como ele avalia sua carreira, pois sempre gostou de buscar aprimoramento e desenvolvimento. Durante seus últimos treinamentos na categoria meio-médio, ele disse que as últimas semanas se tornaram especialmente difíceis devido ao corte de peso e à dieta. O trabalho na categoria médio continua árduo, e ele ainda sente as exigências do treinamento, mas disse que o prazer em treinar voltou. Essa motivação renovada para treinar se tornou uma parte essencial da sua explicação sobre por que a mudança é significativa.

Uma mudança de divisão apoiada por treinamento
A primeira luta de Luque na categoria peso-médio aconteceu em abril, quando ele finalizou o ex-desafiante ao título interino, Kelvin Gastelum, no primeiro round. A vitória comprovou imediatamente que a nova divisão poderia ser ideal para ele, mas a confiança de Luque já vinha se desenvolvendo bem antes dessa performance. Ele afirmou que anos de treinamento com outros pesos-médios no Kill Cliff FC, no sul da Flórida, o ajudaram a perceber que ele pertencia àquele grupo. Desde que começou a treinar na academia em 23, Luque disse que trabalhou com diversos pesos-médios consagrados e descobriu que conseguia absorver seus golpes enquanto lhes oferecia um treinamento valioso.
Ele mencionou o tempo que passou ajudando Gregory Rodrigues, Gerald Meerschaert e Marc Andre Barriault, além dos treinos de sparring com Brendan Allen, Reinier de Ridder e Nassourdine Imavov. Essas sessões, disse Luque, lhe deram a certeza de que já estava treinando com os melhores lutadores da divisão. Essa preparação se refletiu em sua luta contra Gastelum. Luque entrou no octógono em Miami confiante no trabalho que havia feito e traduziu essa confiança em uma finalização no primeiro round. O resultado não apagou a dificuldade do camp de treinamento, mas reforçou a direção que ele havia escolhido. Em vez de tentar trilhar um caminho incerto no peso meio-médio, Luque agora está construindo sua carreira a partir de uma estreia na divisão que correspondeu à forma como ele disse estar se sentindo na academia.
O relato do treinamento também oferece aos leitores uma medida prática da retomada de Luque. Sua mudança de categoria foi respaldada por rounds regulares com talentos reconhecidos do peso médio, seguidos por uma finalização no primeiro round contra Gastelum em sua estreia. Esses são os indicadores concretos que sustentam sua afirmação de que o peso médio restaurou seu entusiasmo. A descrição que Luque faz do seu período de treinamento é igualmente importante. Ele não sugeriu que a mudança para o peso médio tenha facilitado a preparação.
Em vez disso, ele disse que está gostando do processo novamente, apesar das dores e da carga de trabalho que acompanham o período de treinamento. Para um lutador que avalia sua carreira em grande parte pelo treinamento, essa distinção explica por que a mudança pareceu mais do que um ajuste tático. Deu a ele uma maneira de buscar aprimoramento sem a mesma sensação de estagnação. Filadélfia adiciona outro elemento pessoal ao fim de semana. Luque nasceu em Westwood, Nova Jersey, e morou lá até os seis anos de idade. Ele ainda tem família na região de Nova York e Nova Jersey, incluindo seu pai, tia, tio, avô e primos. Ele disse que competir na Costa Leste é como lutar em casa e está ansioso para dar um show para o público.
Por que o confronto com Gore o empolga
Luque espera que Gore proporcione o tipo de luta que lhe agrada. Ele descreveu Gore como empolgante, perigoso e completo, com habilidade na trocação, mãos pesadas e técnicas de finalização. Gore continua pressionando e não recua, disse Luque, mesmo quando é atingido. Luque também observou que a maioria das vitórias de Gore são por finalização. Essa abordagem contrasta com as lutas que Luque considera mais difíceis. Ele disse que os adversários mais difíceis são aqueles que querem ser altamente estratégicos, evitar trocas de golpes e tentar vencer por pontos.
Segundo Luque, um lutador que quer se envolver, trocar golpes e buscar a finalização é quem dá o seu melhor. Ele espera que Gore esteja motivado pela chance de derrotá-lo, enquanto Luque pretende continuar subindo de categoria e se firmar no peso médio. O confronto se encaixa em uma parte já consolidada da identidade de Luque no UFC. O UFC.com credita a ele finalizações em 21 de suas 24 vitórias na carreira e o descreve como um lutador de muita ação. Esse histórico torna seu interesse em um confronto ativo e decisivo mais do que uma mera promessa promocional: Luque finalizou diversas lutas ao longo de sua carreira.
Contra Gore, ele vê um oponente cujo estilo agressivo pode criar o tipo de trocas de golpes que, em sua opinião, mostram seu melhor desempenho. A mensagem mais ampla de Luque não é que ele tenha resolvido todas as questões de sua carreira. É que ele encontrou uma direção mais clara após um período em que sentiu que não tinha uma. O peso-médio trouxe novas possibilidades, um treinamento que ele aprecia e a oportunidade de lutar com a gratidão que, segundo ele, vem de ainda poder competir após os altos e baixos de uma longa carreira no UFC.
- Após a luta contra Joel Alvarez, Luque disse que parou de seguir um caminho incerto na categoria dos meio-médios e começou a pensar em competir na categoria dos médios.
- Luque finalizou Kelvin Gastelum no primeiro round em sua estreia na categoria peso-médio, em abril.

| Marco Luque confirmado | Detalhes com suporte da fonte |
|---|---|
| decisão dos meio-médios | Luque disse que desistiu da esperança de retornar ao Top 5 depois de não encontrar um plano ou caminho claro. |
| estreia na categoria peso médio | Luque derrotou Kelvin Gastelum na primeira rodada, em abril. |
| Confronto do UFC 330 | Luque fará sua segunda aparição na categoria peso-médio contra Tresean Gore na Xfinity Mobile Arena, na Filadélfia. |
Para Luque, o UFC 330 representa o próximo passo em uma mudança que começou após a luta contra Joel Alvarez. Ele deixou de se apegar a um objetivo incerto no peso meio-médio, subiu para o peso médio e finalizou Kelvin Gastelum no primeiro round. Seu relato é sustentado por duas conclusões claras para o leitor: a cronologia de uma decisão tomada após a luta contra Alvarez e confirmada em sua estreia em abril, e o contexto de sua carreira com 21 finalizações em 24 vitórias. Agora ele enfrenta Gore na Filadélfia, com a família por perto, a confiança adquirida nos rounds no Kill Cliff FC e uma renovada valorização dos treinos e das competições. Luque disse que quer curtir entrar no octógono, dar um show e apresentar a melhor versão do "Assassino Silencioso". A luta contra Gore é mais uma oportunidade para testar se a energia que ele encontrou no peso médio pode continuar a impulsioná-lo.
Fontes: UFC.com
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