Ben Askren acredita que a derrota de Henry Cejudo para Merab Dvalishvili na RAF Georgia teve menos a ver com suas credenciais no wrestling do que com a preparação para uma luta exigente. Cejudo abriu uma grande vantagem, chegando a liderar por 8 a 0, mas Dvalishvili reagiu e venceu por decisão unânime, fechando o placar em 11 a 8. A reação de Askren foi incisiva: em sua opinião, um atleta que aceita lutar precisa se preparar para algo mais do que uma vitória rápida. Ele discutiu a queda de rendimento de Cejudo durante sua participação no podcast The MightyCast com Demetrious Johnson, usando sua própria experiência recente na RAF como exemplo. Askren também já havia lidado com fadiga em competições, mas seu caso se devia a um transplante duplo de pulmão e a um longo período em que não conseguia se esforçar ao máximo.
A crítica não foi apresentada como uma rejeição da habilidade de Cejudo. Askren o classificou como um lutador de elite e enfatizou o quão perto ele chegou de finalizar a luta. Com 8 a 0, Cejudo precisava de apenas mais dois pontos para encerrar o combate. A teoria de Askren era que Cejudo esperava ficar por cima, virar Dvalishvili o suficiente e finalizar antes que uma luta mais longa se tornasse um fator determinante. Em vez disso, o ímpeto mudou e Dvalishvili venceu por 11 a 8. Essa sequência é central para o argumento de Askren: um bom início e uma quase finalização não eliminam a necessidade de estar preparado para uma luta agarrada prolongada. Seus comentários foram baseados em uma suposição, e não em uma conversa com Cejudo, já que Askren afirmou não ter falado com ele.

Askren compara dois problemas de fadiga muito diferentes.
A experiência recente de Askren deu um contexto adicional aos seus comentários. Ele competiu no RAF 11 em 18 de julho, sua primeira competição após se submeter a um transplante duplo de pulmão na sequência de uma experiência traumática de quase morte. O ex-campeão dos meio-médios do UFC, Belal Muhammad, derrotou Askren por decisão, e Askren reconheceu posteriormente que a fadiga teve um papel fundamental em seu desempenho. Ele também afirmou que não pretende voltar a lutar. Ao comentar a luta de Cejudo, no entanto, Askren fez uma distinção clara entre sua própria recuperação e o que observou em Cejudo. "Eu fiz um transplante de pulmão, então acho que tenho uma desculpa para estar muito cansado, mas meu adversário também estava muito cansado", disse Askren. Ele acrescentou que Cejudo estava com dificuldades para se manter em pé durante o terceiro período. A mensagem de Askren foi direta: "Se você vai aceitar lutar, precisa entrar lá e treinar um pouco". Askren esclareceu posteriormente que havia se expressado mal ao falar sobre sua própria condição. Seus pulmões não doíam, disse ele; O problema eram as pernas dele, que “desabavam” em determinado ponto. Sua melhor hipótese era o descondicionamento cardiovascular. Askren explicou que não conseguia se esforçar nos treinos por um período entre seis e oito meses, e descreveu a recuperação como uma melhora constante, porém lenta. Essa explicação justifica a separação entre os problemas cardiovasculares e a avaliação de Cejudo. Askren não disse que Cejudo não tinha habilidade para vencer. Ele argumentou que mesmo um lutador renomado precisa do condicionamento específico exigido para uma luta da RAF que não termina imediatamente.
Os detalhes disponíveis mostram por que Askren achou que Cejudo poderia ter planejado uma finalização rápida. No estilo livre, disse Askren, um lutador que entende esse estilo pode virar repetidamente um oponente que não o entende. Ele acreditava que Cejudo havia virado Dvalishvili talvez três vezes e precisava de apenas mais uma virada para encerrar a luta. A versão de Askren sobre o pensamento de Cejudo era explicitamente um palpite: Cejudo pode ter sentido que sua experiência olímpica lhe permitia chegar à posição de vantagem uma vez, acumular as viradas necessárias e liquidar a luta. Nesse sentido, Askren reconheceu que a estratégia quase funcionou. A derrota não apagou o sucesso inicial de Cejudo; ela destacou o risco de depender de uma finalização rápida que nunca acontece. Pontos-chave da análise de Askren sobre a luta: • Cejudo tinha uma vantagem de 8 a 0 e estava a dois pontos de encerrar a luta. • Askren disse que Cejudo pode ter esperado que uma posição de vantagem criasse a sequência final de viradas. • Dvalishvili se recuperou e venceu por decisão unânime por 11 a 8 após as dificuldades finais de Cejudo. O placar facilita a compreensão da reviravolta. Cejudo estava oito pontos à frente antes da reação de Dvalishvili, mas a margem final foi de três pontos para Dvalishvili. A crítica de Askren, portanto, focou na preparação para toda a duração da luta, e não em afirmar que Cejudo não poderia ter vencido. A posição de Cejudo como medalhista de ouro olímpico e ex-campeão do UFC em duas categorias foi um dos motivos pelos quais Askren considerou a quase finalização como prova de sua habilidade, ao mesmo tempo em que questionava se ele havia se preparado o suficiente para as exigências físicas da luta.
Por que Askren achou que a partida quase terminou mais cedo?
Askren disse que conseguia ver uma rota plausível pela qual Cejudo esperava finalizar Dvalishvili rapidamente. Sua explicação se concentrou na vantagem que um lutador experiente em estilo livre pode ter quando um oponente não entende o estilo livre. Segundo Askren, Cejudo já havia executado talvez três giros. Um giro adicional teria fornecido os pontos necessários para encerrar a luta, razão pela qual Askren disse que Cejudo "de fato quase o finalizou". O resultado final não mudou esse ponto específico: Cejudo esteve perto de completar a sequência que Askren imaginou. Ao mesmo tempo, Askren acreditava que a fadiga no terceiro período demonstrava que Cejudo não havia se preparado adequadamente para a possibilidade de resistência e um esforço mais prolongado. Seus comentários foram diretos, mas formulados como uma opinião sobre o que poderia ter acontecido, e não como um relato confirmado do treinamento de Cejudo. Askren disse que Cejudo precisava de uma boa explicação para estar tão cansado e, em seguida, retornou ao padrão mais amplo que aplica ao aceitar uma luta: comparecer às sessões e treinar para ela. As duas derrotas recentes na RAF ocorreram em circunstâncias muito diferentes. Askren perdeu para Muhammad em sua primeira competição desde o transplante e enquanto ainda se recuperava do problema cardiovascular. Cejudo perdeu após abrir uma vantagem de 8 a 0 contra Dvalishvili no RAF Georgia. Dvalishvili já havia derrotado Cejudo por decisão no UFC 298 em 2024, tornando o resultado do RAF sua segunda vitória sobre Cejudo em esportes de combate. O terceiro encontro entre eles está marcado para o RAF 12 em 22 de agosto. Resumo do contexto da luta: Evento | Resultado e contexto RAF Georgia | Cejudo liderava por 8 a 0 contra Dvalishvili, mas Dvalishvili venceu por decisão unânime (11 a 8). RAF 11, 18 de julho | Askren perdeu por decisão unânime para Belal Muhammad em sua primeira competição desde o transplante duplo de pulmão. RAF 12, 22 de agosto | Dvalishvili e Cejudo se enfrentarão pela terceira vez.
- Segundo Askren, Cejudo vencia por 8 a 0 e precisava de mais dois pontos para encerrar a partida.
- Askren acreditava que Cejudo talvez esperasse terminar a corrida pelas curvas, partindo da posição de liderança.
- Dvalishvili se recuperou e venceu a partida contra a RAF Georgia por 11 a 8.

| Evento | Contexto verificado |
|---|---|
| RAF Geórgia | Cejudo liderava contra Merab Dvalishvili por 8 a 0, antes de Dvalishvili vencer por decisão unânime, com o placar de 11 a 8. |
| RAF 11 em 18 de julho | Ben Askren perdeu por decisão unânime para Belal Muhammad em sua primeira competição desde o transplante duplo de pulmão. |
| RAF 12 em 22 de agosto | Dvalishvili e Cejudo estão prontos para o seu terceiro encontro. |
A avaliação de Askren sobre Cejudo baseou-se no contraste entre uma quase vitória precoce e uma luta que, no fim, exigiu mais resistência. Ele reconheceu o nível de elite de Cejudo e admitiu o quão perto esteve de encerrar o combate, mas argumentou que o colapso após estar vencendo por 8 a 0 expôs a falta de preparo para uma luta mais longa no RAF. Askren também explicou que sua própria fadiga após o RAF 11 estava ligada, em sua opinião, ao descondicionamento cardíaco, e não à dor nos pulmões transplantados. Com Dvalishvili e Cejudo programados para lutar novamente no RAF 12, em 22 de agosto, a revanche é o próximo encontro listado após a vitória de virada de Dvalishvili por 11 a 8.
Fontes: Luta de MMA; BJPenn
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