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Ronda Rousey responde a Khamzat Chimaev

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Ronda Rousey está a poucos dias de seu retorno contra Gina Carano, mas a parte mais polêmica da semana da luta já ultrapassou os limites do octógono. Khamzat Chimaev a criticou por comentários sobre o UFC e o tratamento dado aos lutadores, e Rousey não deixou barato.

Rousey respondeu durante a coletiva de imprensa de Rousey vs. Carano, deixando claro que não considera Chimaev uma pessoa com o direito de lhe dar lições sobre o que o UFC representou para sua carreira. Ela tem se expressado com mais franqueza desde que deixou a sombra da organização, principalmente sobre salários dos lutadores, controle e a forma como grandes nomes são tratados quando não se encaixam mais nos planos da empresa.

O argumento de Chimaev era que Rousey não teria se tornado Ronda Rousey sem o UFC. É verdade que a organização a transformou em uma estrela global, mas Rousey claramente não acredita que isso a prive do direito de criticar o negócio depois de tê-lo vivenciado. É aí que reside o verdadeiro conflito. Chimaev está defendendo a máquina que construiu a plataforma. Rousey está falando como alguém que sabe o preço que essa máquina cobra.

Ronda Rousey

O momento é perfeito para gerar repercussão. Rousey retorna no dia 16 de maio no Intuit Dome em Inglewood, com a luta sendo transmitida pela Netflix sob a marca MVP. Não é um evento do UFC, e isso importa. Todo o seu retorno está sendo apresentado como algo fora do sistema antigo, com Rousey tentando mostrar que grandes nomes do MMA ainda podem criar uma grande noite sem o logotipo do UFC acima do octógono.

O confronto entre Rousey e Carano esquenta.

Gina Carano é a adversária, mas Chimaev e Kayla Harrison ajudaram a transformar a semana em algo maior. Harrison questionou a importância da luta e sugeriu que o confronto é mais sobre dinheiro do que sobre grandeza. Rousey não deixou barato.

  • Ronda Rousey respondeu a Khamzat Chimaev após ele criticar seus comentários sobre o UFC.
  • Rousey também rebateu as provocações de Kayla Harrison antes da luta contra Gina Carano.
  • O confronto entre Rousey e Carano acontece no dia 16 de maio na Netflix, sob o selo MVP.
  • O evento não é um card do UFC, mas tem fortes ligações com o UFC e o MMA.

A resposta de Rousey a Harrison baseou-se no legado. Ela mencionou o que fez quando o MMA feminino ainda lutava por um palco de verdade, e deixou claro que não acredita que as campeãs de hoje possam diminuir essa história só porque a luta está acontecendo anos depois na Netflix. Para Rousey, isso não é apenas um retorno. É uma chance de provar que os grandes nomes ainda podem impulsionar o esporte em um novo contexto.

Reação da semana da luta de Rousey

Nome Papel na história Ângulo atual
Ronda Rousey Gina Carano estreia na Netflix Defende seu legado e responde às críticas relacionadas ao UFC.
Khamzat Shimaev Criticou os comentários de Rousey sobre o UFC. Ela argumentou que o UFC tornou possível seu estrelato.
Kayla Harrison Questionou o valor do confronto entre Rousey e Carano. Recebe mais uma resposta afiada de Rousey.
Gina Carano Adversária de Rousey Retorna em um evento principal de MMA feminino de alto nível.

Ronda Rousey

A rivalidade entre Harrison e Harrison continua.

A parte sobre Harrison talvez seja a mais pessoal, porque ambas as mulheres fazem parte da mesma discussão mais ampla sobre a grandeza do MMA feminino. Harrison construiu sua carreira através do judô olímpico, do domínio no PFL e de uma conquista do título do UFC. Rousey construiu a sua transformando finalizações com chave de braço e a atenção voltada para o ataque em uma revolução no UFC. Nenhuma das duas esconde seu lugar na história.

Por isso, a reação de Rousey teve mais impacto do que uma resposta normal em uma coletiva de imprensa. Ela não soou como alguém implorando pela aprovação da geração atual. Ela soou como uma lutadora que acredita que a porta que Harrison atravessa agora foi aberta anos antes por pessoas como ela e Carano.

Harrison pode argumentar que o esporte evoluiu. Rousey pode argumentar que evoluir não apaga quem tornou essa evolução possível. Ambos os pontos de vista podem coexistir, e é por isso que a discussão continua válida. Não se trata apenas de uma luta da Netflix. Trata-se de quem define a importância no MMA feminino.

O evento da Netflix fica ainda maior.

A luta em si ainda precisa responder à única pergunta que importa quando o octógono se fecha. Rousey não luta MMA há anos. Carano está afastado há ainda mais tempo. Nenhuma discussão com Chimaev ou Harrison muda a realidade física de retornar sob os holofotes depois de tanto tempo parado.

Mas, em termos de promoção, esta semana já cumpriu seu papel. Rousey vs. Carano não é mais apenas uma luta nostálgica com nomes antigos em destaque. Agora, ela envolve a questão do pagamento dos lutadores, uma crítica ao UFC, uma resposta de Chimaev, uma rivalidade com Harrison e uma discussão mais ampla sobre se a Netflix e a MVP podem oferecer às estrelas do MMA outra grande plataforma.

Rousey sempre se destacou em ambientes barulhentos e com uma atmosfera pessoal. Isso era verdade durante seu auge no UFC, e está se confirmando agora. A diferença é que, desta vez, ela não está defendendo um cinturão do UFC. Ela está defendendo seu nome, sua era e a ideia de que seu retorno ainda pode ter impacto fora da organização que a tornou famosa.

Chimaev pode ver isso como morder a mão que a alimentou. Rousey, claramente, vê como finalmente falar do outro lado do octógono. Em 16 de maio, as conversas deixam de ser o foco principal. Até lá, ela está se certificando de que ninguém mais defina o significado de seu retorno por ela.

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