Arman Tsarukyan não perdeu muito tempo saboreando sua vitória sobre Urijah Faber antes de passar para o próximo adversário.
Quase assim que o evento principal da RAF 8 terminou, Tsarukyan começou a falar sobre Colby Covington.
Isso mudou o clima da noite imediatamente. Sua vitória sobre Faber foi dominante, mas também pareceu um passo para algo mais. Tsarukyan não falava como alguém que acabara de participar de uma luta de grappling por diversão. Ele falava como alguém que vê a RAF como mais um lugar para competir, se manter ativo e provocar lutas com nomes já conhecidos.
E Covington é exatamente esse tipo de nome.
Tsarukyan deixou claro que quer a luta. Ele não fez rodeios nem jogou pelo seguro. Disse que quer humilhar Covington e expulsá-lo da RAF da mesma forma que, em suas palavras, o UFC já o dispensou. Foi direto, pessoal e incisivo o suficiente para chamar a atenção de todos imediatamente.
É por isso que essa história tem fundamento. Não se tratava apenas de uma menção casual após o ocorrido. Parecia ser um alvo real.
Do ponto de vista de Tsarukyan, a lógica é fácil de entender. Ele já é um dos pesos-leves mais duros do UFC e sempre se apoiou muito em seu wrestling. O RAF lhe dá mais um palco para mostrar essa parte do seu jogo, mas também lhe proporciona algo mais: uma maneira de se manter visível entre as lutas do UFC sem sair de cena. Ele entende isso. Ele não está tratando essas aparições como projetos paralelos. Ele as está usando para manter seu nome em evidência.
E neste momento, isso importa.

Novo chamado de combate da RAF
A divisão dos leves do UFC está sempre lotada. Sempre há outra luta, outro desafiante, outra discussão sobre quem será o próximo. Se você sumir por muito tempo, a divisão segue em frente sem você. Tsarukyan claramente não tem interesse em ficar parado enquanto isso acontece. Ele se mantém ativo, vencendo em diferentes situações e agora associando seu nome a outro lutador que ainda gera reações assim que é mencionado.
Covington vem de uma categoria diferente, mas isso é parte do que torna o confronto interessante. Ele não é um peso-leve. Ele não faz parte do percurso habitual de Tsarukyan. Mas ele ainda é uma figura reconhecida no UFC, ainda chama a atenção o suficiente para gerar manchetes, e ainda é o tipo de oponente que pode transformar uma luta de grappling em assunto de conversa antes mesmo de alguém se tocar. Mesmo quem está cansado dele ainda reage ao seu nome. Isso conta muito.
Tsarukyan também sabe disso.
O momento também ajudou. Ele fez o desafio logo após uma vitória, quando a atenção já estava voltada para ele e o vídeo da RAF ainda estava sendo exibido. Esse geralmente é o melhor momento para lançar um novo desafio. A história antiga ainda não esfriou, e a nova surge enquanto as pessoas ainda estão olhando na sua direção. Ele fez exatamente isso.
O que diferencia Tsarukyan de muitos lutadores nesses momentos é que suas declarações geralmente vêm acompanhadas de uma performance convincente. Ele acabara de derrotar Faber de forma limpa. Não precisava de alarde para desviar a atenção de uma noite apagada ou para salvar um resultado ruim. O desafio veio após uma atuação dominante, o que torna mais difícil descartá-lo como mera conversa fiada pós-luta. Ele jogou bem e, então, escolheu outro nome.
Para Covington, a situação é um tanto incômoda, mas de um jeito interessante. Por um lado, é fácil entender por que Tsarukyan o quer. Ele é famoso, fala pelos cotovelos e é conhecido. Por outro lado, esse não é o tipo de desafio que Covington pode simplesmente ignorar se a proposta se concretizar. Tsarukyan é mais jovem, ativo, fisicamente ágil e muito confortável no tipo de trocação desgastante que torna as lutas de grappling um pesadelo para o oponente errado. Se essa luta realmente acontecer, não será apenas uma curiosidade por muito tempo.
Conversa de briga
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