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Max Griffin foi demitido do UFC após 19 lutas.

Griffin UFC

Max Griffin não faz mais parte do plantel do UFC, e a saída não parece ser uma despedida discreta.

O lutador de 40 anos, da categoria meio-médio, anunciou sua demissão após 19 lutas na organização, encerrando um longo capítulo no UFC que começou em 2016 e foi marcado por noites difíceis, decisões apertadas, vitórias de veteranos e lutas brutais que o tornaram um adversário fácil de respeitar, mesmo quando o cartel não estava sempre a seu favor.

Griffin deixa o UFC com um cartel de 8-11 dentro do octógono. Esse número parece ruim no papel, mas não conta toda a história de sua trajetória. Ele lutou contra Colby Covington em sua estreia, venceu Mike Perry, Carlos Condit e Tim Means, dividiu o cage com Neil Magny, Michael Chiesa e Michael Morales, e passou quase uma década como o tipo de peso-meio-médio que raramente dava moleza para alguém.

Max Griffin

A demissão ocorre após três derrotas consecutivas. Griffin perdeu para Michael Chiesa, Chris Curtis e Victor Valenzuela, sendo a derrota para Valenzuela em abril a sua última aparição no UFC. Após essa luta, Griffin demonstrou visível frustração com a decisão e afirmou que sentia ter causado dano suficiente, controlado melhor a luta e lutado melhor do que os juízes indicaram.

Griffin diz que ainda não terminou.

A mensagem de Griffin após a dispensa não girou em torno da aposentadoria. Ele parecia magoado, mas não acabado. Essa parte é importante para a forma como essa história é recebida, porque há uma diferença entre um veterano que discretamente se aposenta do esporte por causa da idade e um lutador que ainda acredita que tem muita lenha para queimar.

Ele agradeceu ao UFC pelos anos, pela plataforma e pelas oportunidades, mas também deixou claro que quer continuar lutando. Isso condiz com a postura que Griffin sempre teve. Ele nunca foi o prospecto polido protegido por um casamento de lutas meticuloso. Ele era o veterano resistente que você colocava para enfrentar nomes perigosos porque ele aparecia, fazia o adversário suar e levava a luta para situações desconfortáveis.

Sua trajetória no UFC teve muitas noites assim. Griffin foi para a decisão dos juízes repetidas vezes, absorveu golpes duros e geralmente obrigava seus oponentes a suar a camisa em cada minuto limpo. Ele só foi finalizado duas vezes durante sua passagem pelo UFC, o que diz muito sobre sua resistência em uma divisão que nunca careceu de pegadores, wrestlers ou ritmo acelerado.

  • Griffin passou quase 10 anos na divisão de peso meio-médio do UFC.
  • Ele encerrou sua passagem pelo UFC com um cartel de 8 vitórias e 11 derrotas na organização.
  • Entre suas melhores vitórias, estão as contra Mike Perry, Carlos Condit e Tim Means.
  • Ele afirma que sua carreira no MMA não acabou após sua saída do UFC.

Max Griffin UFC

Uma trajetória difícil no UFC chega ao fim.

A demissão de Griffin não é surpreendente do ponto de vista da gestão de elenco. Uma sequência de três derrotas costuma ser perigosa para qualquer lutador, especialmente aos 40 anos e principalmente em uma categoria onde o UFC está sempre adicionando novos atletas ao sistema. O elenco dos meio-médios muda rapidamente, e os veteranos costumam descobrir logo quando a organização decide que o próximo contrato não é mais adequado.

Ainda assim, este parece um pouco mais pesado do que um corte normal. Griffin esteve na categoria dos meio-médios tempo suficiente para se tornar parte integrante dela. Ele estava lá antes da atual onda de promessas do peso meio-médio. Lutou em diferentes eras da divisão, desde a ascensão de Colby Covington até os confrontos mais recentes com Michael Morales, onde corpos mais jovens e rápidos começam a empurrar os nomes mais antigos para a aposentadoria.

Max Griffin no UFC Detalhe chave
estreia no UFC 2016 contra Colby Covington
recorde do UFC 8 vitórias e 11 derrotas
Vitórias notáveis Mike Perry, Carlos Condit, Tim Means
Última luta do UFC Derrota para Victor Valenzuela no UFC Vegas 116
Estado actual Demitido do UFC, mas ainda planeja competir.

O próximo passo está em aberto.

Para Griffin, a questão agora é onde a próxima luta faça sentido. Ele ainda tem um nome de peso, um extenso currículo no UFC e credibilidade suficiente para atrair interesse fora da organização. Boxe sem luvas, boxe, PFL, MMA regional ou um evento para veteranos em outro lugar podem se tornar opções se a proposta certa aparecer.

A parte complicada é a mesma que acompanha todos os veteranos do UFC após uma dispensa. O nome ainda tem valor, mas o desgaste é real. Griffin participou de muitas lutas equilibradas, muitos rounds difíceis e muitos confrontos em que a resistência teve que ser o que o ajudou a superar os momentos mais difíceis.

Isso não torna o final fraco. Pelo contrário, torna sua trajetória no UFC mais fácil de entender. Griffin nunca foi tratado como uma estrela, mas permaneceu por 19 lutas porque era confiável, difícil e profissional. Ele fazia os novatos suarem. Ele fazia os veteranos suarem. Ele deu ao UFC quase uma década de trabalho árduo na categoria dos meio-médios.

Agora, o capítulo do UFC está encerrado. Griffin não parece pronto para fechar a história por completo. Onde quer que ele vá a seguir, o ponto forte já está claro: um veterano do UFC com um nome, um currículo e orgulho suficiente para acreditar que a próxima luta ainda pode ser importante.

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