O retorno de Conor McGregor no UFC 329 terminou quase tão rápido quanto começou, mas Michael Bisping acredita que o aspecto mais marcante das consequências veio da própria mentalidade de McGregor, e não da luta em si. McGregor enfrentou Max Holloway em uma revanche em Las Vegas no início deste mês, buscando sua primeira vitória desde 2020. Em vez disso, o astro irlandês de 38 anos não conseguiu terminar o primeiro round após sofrer uma grave lesão no joelho direito. O evento principal de cinco rounds na T-Mobile Arena foi interrompido por um médico quando McGregor não pôde continuar.
O revés ocorreu logo no início da tentativa de retorno de McGregor. Ele desferiu chutes altos contra Holloway logo no começo, antes de demonstrar dificuldades para se levantar. Depois, McGregor afirmou que os principais problemas em seu joelho direito eram uma ruptura do ligamento cruzado anterior e uma lesão no menisco. Agora, espera-se que ele passe por cirurgia após o retorno malsucedido. A lesão e sua provável recuperação naturalmente dominaram a discussão imediata, mas Bisping se concentrou em um elemento separado da resposta de McGregor. Em seus comentários pós-luta, McGregor considerou a possibilidade de que uma vitória pudesse tê-lo levado a uma festa e, consequentemente, a hábitos que ele agora associa à perda de disciplina. Essa reflexão, na visão de Bisping, ofereceu um possível ponto positivo em meio a uma noite dolorosa.

Bisping valoriza a honestidade de McGregor.
No podcast de Michael Bisping, o ex-campeão duplo do UFC disse que McGregor fez uma postagem interessante após o UFC 329. Bisping enfatizou que não estava comentando as referências de McGregor ao plano de Deus. Sua atenção estava voltada para a descrição do lutador sobre o que poderia ter acontecido após uma vitória sobre Holloway. Bisping disse que McGregor parecia reconhecer que a vitória poderia ter levado diretamente à comemoração pós-luta, com essa comemoração potencialmente se tornando um caminho de volta para festas excessivas e comportamentos prejudiciais ao seu corpo. Em vez de apresentar a lesão no joelho como um resultado positivo, Bisping identificou a consciência de McGregor sobre esse perigo como o ponto importante. A interpretação do ex-campeão foi que McGregor havia reconhecido abertamente um padrão que não queria repetir. Para Bisping, esse nível de autoavaliação se destacou porque a derrota ocorreu durante uma tentativa de retorno que já estava sendo difícil para McGregor antes da lesão interrompê-la.
McGregor entrou na revanche contra Holloway tentando encerrar uma sequência de derrotas que durava desde sua vitória sobre Donald Cerrone no UFC 246. Ele havia sofrido duas derrotas consecutivas para Dustin Poirier antes de enfrentar Holloway, e a interrupção médica em Las Vegas se tornou sua terceira derrota consecutiva dentro do octógono. Sua carreira havia levado o MMA a outro patamar em seu auge, mas o UFC 329 não proporcionou o retorno às vitórias que ele buscava. A luta não chegou a um estágio final tático nem precisou dos cinco rounds completos para definir o resultado. Ela terminou porque McGregor não conseguiu mais continuar após o problema no joelho no início do combate. Nesse contexto, a análise de Bisping se concentrou no compromisso declarado de McGregor com a disciplina e em sua crença de que a derrota pode ter interrompido o caminho para seu antigo estilo de vida festeiro.
McGregor aborda lesões e disciplina
Após o UFC 329, McGregor usou o Instagram para explicar tanto o problema médico quanto seu estado de espírito. Ele confirmou que as principais lesões em seu joelho após a revanche contra Holloway foram as do ligamento cruzado anterior e do menisco. Ele também escreveu que estava com "disciplina máxima" e que manteve essa disciplina integralmente desde a luta. McGregor então questionou se o revés o havia protegido de algo pior. Em sua visão, uma vitória significaria ir à festa pós-luta como "o cara", e ele disse que não sabia aonde isso poderia levá-lo. McGregor concluiu que acreditava ter sido salvo. Essas observações serviram de base para os comentários de Bisping. A discussão no podcast não era sobre afirmar que a lesão em si foi benéfica. Era sobre McGregor identificar o risco potencial da comemoração, das festas e do retorno a um comportamento que ele considera prejudicial. Com a cirurgia prevista para o joelho direito, a consequência esportiva imediata continua sendo a lesão, enquanto a questão levantada por Bisping diz respeito à lição pessoal que McGregor tirou da derrota.
- A luta de McGregor contra Holloway terminou depois que um médico interrompeu o evento principal porque McGregor não tinha condições de continuar.
- McGregor afirmou que, após a revanche, foram identificadas uma ruptura do ligamento cruzado anterior e danos no menisco do joelho direito.
- Bisping destacou a preocupação de McGregor de que uma vitória pudesse levar a uma festa pós-luta e ao retorno a hábitos prejudiciais.

| Assunto do UFC 329 | Detalhes verificados |
|---|---|
| Oponente | Max Holloway |
| Como terminou a luta | A luta foi interrompida pelo médico após McGregor não conseguir continuar. |
| Momento da lesão | Primeiro round, momentos após o início da luta de retorno de McGregor. |
| Diagnóstico do joelho direito | Ruptura do LCA e lesão do menisco |
| Foco pós-luta | McGregor afirmou ter mantido a disciplina e acreditava ter escapado de um caminho pior. |
O UFC 329 deixou McGregor com uma lesão no primeiro round, uma interrupção médica e a terceira derrota consecutiva. A ruptura do ligamento cruzado anterior e a lesão no menisco do joelho direito devem exigir cirurgia. Bisping, no entanto, encontrou uma perspectiva diferente na publicação de McGregor: a possibilidade de a derrota tê-lo impedido de comemorar e que poderia tê-lo levado de volta a festas excessivas. As próprias palavras de McGregor sobre manter a disciplina são, portanto, centrais na discussão em torno de seu revés na luta contra Holloway.
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