Georges St-Pierre afirma que a superluta contra Anderson Silva nunca foi algo que ele simplesmente se recusou a fazer. Quando o UFC levantou a ideia durante os anos em que ambos dominavam suas divisões, GSP estava disposto a ouvir. Ele apenas não estava preparado para subir de categoria para o maior desafio de sua carreira em condições normais.
St-Pierre explicou agora as condições que impôs à organização: pagamento mais alto, peso combinado próximo a 180 kg e teste antidoping obrigatório para a luta. Segundo ele, a conversa parou por aí. O UFC o procurou uma vez, ele apresentou os termos que tornariam a luta possível, e a ligação nunca se transformou em contrato.

A GSP aceitou o risco, não os termos.
Em seu auge, o confronto se destacava acima de quase tudo no esporte. St-Pierre dominava a divisão dos meio-médios com wrestling, timing e um ritmo que poucos oponentes conseguiam acompanhar. Silva, por sua vez, atuava uma categoria acima, transformando as lutas pelo título dos médios em verdadeiros espetáculos de distância, precisão e nocautes fulminantes.
Os fãs olharam para dois campeões dominantes e viram a luta óbvia. St-Pierre percebeu o preço de mudar de categoria. Enfrentar Silva significava se preparar para um oponente maior, mudar seu físico por uma noite e depois decidir se conseguiria retornar confortavelmente à categoria de peso onde sua própria disputa pelo título ainda estava em andamento.
Um peso combinado lhe deu a resposta mais clara. St-Pierre disse que estava disposto a enfrentar Silva com cerca de 82 kg (180 libras), em vez de subir definitivamente para a categoria dos médios. O peso ainda o colocava acima de seu limite habitual, mas impediu que a superluta se tornasse uma transição completa para o mundo de Silva.
“Se o peso combinado for de 180 libras, eu topo.”
- St-Pierre afirma que dirigentes do UFC o procuraram uma vez para propor uma luta contra Anderson Silva.
- Ele queria uma compensação maior por ter subido de categoria, acima dos meio-médios.
- Ele solicitou uma luta em peso combinado próximo a 180 libras.
- Ele também precisou fazer um teste antidoping antes de aceitar a luta.
O UFC nunca concluiu o negócio.
A versão de St-Pierre muda a antiga discussão sobre a luta. Durante anos, a explicação mais simples era que o campeão, menor em estatura, não queria o perigo que Silva representava. GSP afirma que a realidade era mais prática: ele estava preparado para lutar, mas o acordo precisava levar em conta a magnitude do desafio.

Ele também afirma não saber o que aconteceu do lado de Silva na conversa. Não pode dizer se o brasileiro recebeu a mesma proposta de luta ou se o UFC chegou a insistir na ideia além da abordagem inicial. Sua resposta foi dada. Não houve acordo.
| Conversas entre GSP e Anderson Silva | Relato de St-Pierre |
|---|---|
| Proposta de luta | O UFC abordou GSP sobre a superluta durante o auge de ambos os seus anos. |
| Condição de peso | Ele queria uma luta em peso combinado, em torno de 180 libras. |
| Condições do contrato | Ele solicitou uma compensação melhor por enfrentar o campeão maior. |
| Condição de teste | Ele queria que o teste antidrogas fosse incluído antes da assinatura do contrato. |
| Resultado final | St-Pierre afirma que o UFC não retornou para dar continuidade ao acordo. |
A luta ficou apenas no papel.
O motivo pelo qual esse confronto ainda acompanha ambos os nomes é simples: seus estilos de luta foram construídos para se chocarem. Silva era o finalizador mais alto e solto, que punia a hesitação com golpes que os oponentes jamais veriam chegar. St-Pierre era o campeão disciplinado que podia transformar uma luta em uma série de quedas, reposicionamentos e decisões exaustivas.
Não havia uma resposta óbvia. Silva conseguiria manter a luta em pé tempo suficiente para machucá-lo? GSP conseguiria encurralá-lo e controlá-lo durante cinco rounds? O UFC nunca conseguiu explorar essas questões dentro de uma arena, e os fãs ficaram com elas no ar pelo resto das carreiras de ambos os lutadores.
Anos depois, St-Pierre subiu para a categoria dos médios e derrotou Michael Bisping para conquistar mais um título do UFC. Nessa altura, o confronto com Silva já pertencia a uma era diferente. Não era mais o encontro de dois campeões reinantes que se destacavam no esporte simultaneamente.
O último relato de GSP não traz de volta a superluta. Mas deixa sua posição mais clara. Ele estava disposto a enfrentar Anderson Silva, mas queria que o peso, o dinheiro e os testes estivessem à altura da grande luta. O UFC nunca transformou essas condições em uma luta.
Conversa de briga
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